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Publicado em: 31 Agosto 2026

Presidente do ISCAP destaca forte procura pela instituição e os desafios do Ensino Superior em entrevista à Ordem do Dia do Porto Canal

Manuel Moreira da Silva, Presidente do ISCAP, juntamente com o Reitor da Universidade do Minho, analisaram os desafios para o próximo ano letivo.

Quase 50 mil estudantes foram colocados na primeira fase de acesso ao Ensino Superior, num aumento face a anos anteriores que, para Manuel Moreira da Silva, Presidente do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto (ISCAP), demonstra a forte procura pela formação superior, apesar dos constrangimentos que marcaram o processo de acesso.

“É um ótimo dado esta procura e número de estudantes que se candidataram”, afirmou o presidente do ISCAP, sublinhando que os estudantes não se deixaram condicionar pelas dificuldades relacionadas com a realização e correção das provas. “Vimos que os estudantes não se deixaram perturbar por esse momento, pelo contrário, fizeram as suas decisões, decidiram os seus percursos”, acrescentou.

Os resultados deste ano são também, para Manuel Moreira da Silva, uma oportunidade para refletir sobre os desafios que se colocam ao Ensino Superior em 2026/27. Perante estudantes cada vez mais informados, exigentes e participativos, as instituições terão de ser capazes de se adaptar e de apresentar uma oferta diferenciada.

No caso do ISCAP, essa diferenciação passa sobretudo pela ligação entre o ensino e a realidade profissional. “Fica a parte que nos é característica: o ensino ligado à prática, ensino em ligação com o tecido empresarial da região”, afirmou. A relação próxima com as empresas é uma das marcas da Instituição e deverá continuar a ser reforçada, nomeadamente através de estágios, da presença de profissionais no processo formativo e da partilha de conhecimento.

Só no último ano, cerca de 860 estudantes do ISCAP realizaram estágios, integrados numa rede de empresas com uma ligação próxima à instituição. A aposta passa também pela transformação da formação interna, com iniciativas como os laboratórios de competências e modelos de ensino que aproximam os estudantes das empresas e da realidade profissional.

Para Manuel Moreira da Silva, esta adaptação é particularmente importante perante uma nova geração de estudantes, que chega ao Ensino Superior “mais exigente, mais informada, capaz de tomar as suas decisões, mais ativa” e com novas formas de participação na comunidade académica. Cabe, por isso, às instituições, aos docentes, às direções de curso e às associações de estudantes acompanhar estas novas dinâmicas e criar um ambiente académico capaz de responder às suas expectativas.

O objetivo passa também por combater o abandono escolar, proporcionando aos estudantes um ambiente “mais complexo e interessante”, com mais perspetivas tanto nacionais como internacionais, e oportunidades ao longo do percurso académico.

A formação contínua é outra das áreas que o ISCAP pretende manter como marca distintiva. Com cerca de 30 pós-graduações e uma Escola Executiva (Porto Executive Academy), a instituição procura responder não apenas aos jovens que entram no Ensino Superior, mas também aos profissionais que necessitam de atualizar competências ou de se reconverter perante as mudanças no mercado de trabalho.

A inteligência artificial, a automação e as transformações sociais estão a alterar rapidamente as necessidades das empresas e dos trabalhadores. Neste contexto, defende o Presidente do ISCAP, as instituições de Ensino Superior têm também um novo papel na formação ao longo da vida, pelo que se devem tornar mais flexíveis e capazes de responder a diferentes necessidades.

Os números alcançados pelo ISCAP este ano parecem confirmar a procura por esta estratégia. Todos os cursos registaram uma procura de 100%, num total de mais de 7500 candidatos, dos quais mais de 1700 escolheram o ISCAP como primeira opção.

A instituição deverá agora preencher as vagas que possam ficar disponíveis através da segunda fase de acesso e dos concursos especiais. Para Manuel Moreira da Silva, os resultados representam um sinal de confiança, mas também uma responsabilidade para os próximos anos.

“Estamos a adequar-nos a esta nova necessidade de percursos e disponíveis para continuar a melhorar e a corresponder às expectativas dos estudantes, que são a nossa força motriz”, afirmou.

Num contexto de crescimento da procura pelo Ensino Superior, o ISCAP pretende continuar a afirmar-se através de uma formação diferenciada, próxima das empresas e atenta às transformações tecnológicas e sociais. O desafio para 2026/27 será, assim, não apenas atrair estudantes, mas garantir que encontram na instituição as competências, experiências e oportunidades necessárias para responder a um mercado de trabalho em permanente mudança.

Veja a entrevista na íntegra aqui.

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